
PORTO SEGURO
Ser feliz e Ser infeliz, são duas formas de estar opostas do ser humano que
tanto atingem a pessoa no seu singular como todas as pessoas que a esta
estão ligadas.
Por isso pensei compartilhar este mês esta pequena reflexão sobre o estado
de espírito que nos podemos encontrar. A verdade é que, como crentes
quando as tribulações ocorrem podemos sempre duvidar por momentos das
promessas de Deus, mas ao orarmos e o buscarmos encontramos um
sentimento de protecção do pai sobre nós e passamos a crer que mesmo
que o tempo não esteja favorável do nosso lado, Deus estará connosco em
toda a nossa tempestade para nos levar a um ponto seguro. Contudo, até
mesmo nós vacilamos quando a tempestade nos é apresentada em maior
escala e dura mais tempo do que inicialmente esperávamos ou por vezes
aparece mais vezes do que desejaríamos. Se como crentes e filhos maduros
vacilamos e dizemos “Porquê Pai? Qual o sentido de tanto sofrimento?
Esqueceste te de mim?” quando a nossa guarda está em baixo e as nossas
forças estão a vacilar, já imaginaram como ficam os filhos bebés de Jesus e
todos aqueles que ainda não O encontraram?
A verdade é que, quando alguém que passou ou tem passado por situações
violentas e dolorosas na vida e fica sem fé ou forças para continuar e nos
diz: “Se nada acontece sem a permissão de Deus e se Deus me ama tanto
assim, porque é que ele não me salvou desta situação?” nós muitas vezes
ficamos sem saber o que dizer face a realidades tão duras. Sim podemos
dizer que Deus tem um plano, que nada acontece sem um propósito e que
devemos ter fé e acreditar nas promessas de Deus, mas para quem já viu o
Inferno na vida e passou horrores sem ver a salvação, o que normalmente
diríamos não cairá um pouco em saco vazio?
Tenho pensado um pouco sobre isso e depois reparei na forma como
vivemos um tanto ou quanto despegados dos horrores que ainda hoje se
passam na vida alheia e ate mesmo na nossa própria vida. Vivemos
anestesiados por vezes com medo do que poderíamos sentir se olhássemos
para o lado menos bonito da vida. Quando passamos na rua e vemos um
mendigo a pedir e um drogado a drogar-se tomamos normalmente duas
atitudes, ou mudamos de passeio e abanamos a cabeça em tom reprovador
ou pena, ou damos uma moedinha, fazemos uma oração rápida e seguimos
a nossa vida como se nada fosse. Mas como cristãos ouvimos que devemos
suportar os fardos uns dos outros, cuidar uns dos outros e quando a
oportunidade surge pedimos “Deus ajuda aquela pessoa” e será que Deus
não está neste momento a dizer “Entao?? Tu não podes mesmo fazer nada
por aquela pessoa?” A verdade é que se calhar podemos mas estamos tão
viciados em viver no nosso mundo sem que nada nos atrapalhe que nem
queremos pensar muito nisso.
Uma vez ouvi esta frase “Don’t ask what the country can do for you, ask
what you can do for your country”, traduzindo é “Nao perguntes o que o teu
país pode fazer por ti, pergunta antes o que tu podes fazer pelo teu país”
então pensei se não será isso mesmo que Deus tem pedido de nós. Claro
que podemos pedir ajuda a Deus, mas estou certa quando digo que há
muitas coisas que podemos fazer que não fazemos e optamos pelo caminho
mais fácil que é o de pedir a Deus que faça tudo por nós e pelos outros.
Ajuda, significa nós fazermos a nossa parte e Deus completar aquilo que
nós por nós mesmos não conseguimos completar não significa ver por
exemplo alguém cheio de fome na rua e nós com uma sandes na mão e
dizermos “Deus mata lhe a fome!”
Por outro lado vivemos, por vezes, uma vida de cristandade tão grande que
não mostramos quando estamos mal com medo que julguem que não
temos fé o suficiente que Deus poderá suprir a nossa necessidade.
Recentemente tenho lido um livro sobre uma história verídica duma mulher
que passou por abusos das mais variadas formas. Uma parte que deu para
pensar bastante foi quando ela foi para a televisão dar o seu testemunho e
nele ela falou tudo certinho, tudo com força, disse todas as coisas certas
que um crente deveria dizer. Disse que, tinha passado por muito mas que
Deus a salvou AMEN ALELUIA que hoje estava bem porque Deus a tinha
livrado de todo o mal. No final teve que repetir tudo de novo e sabem
porquê? Porque seria necessário o publico se identificar com ela e quando
passamos por traumas muito fortes e problemas ate mesmo médios apesar
de sabermos que Deus supre, nós precisamos de um tempo para nos
restaurarmos. Sabemos, no entanto, que Deus está connosco em todo esse
tempo nos aparando e acolhendo, mas não devemos temer de dizer que
estamos mal quando estamos mal, por que se estás em baixo e vais dizer a
toda a gente que está tudo bem a única pessoa que realmente te estás a
enganar é a ti mesmo. Deus suporta toda a nossa angústia mas ao passares
por esta Deus está do teu lado, sê honesto contigo mesmo, a vida nem
sempre é um mar de rosas e se for, mesmo assim, temos os espinhos para
lidar. Aliás, mais apoio darás tu no futuro a alguém que necessita da ajuda
de Deus se tiveres lidado com a tua própria dor de forma honesta e não
pareceres sempre no alto dos pícaros quando falas com alguém que está
em baixo, do que, pareceres sempre óptimo e maravilhoso ao pé alguém
que se sente tudo menos bem.
O que pretendo neste devocional é mesmo procurar que façam uma
reflexão e sejam honestos convosco. A verdade é que só poderemos ser
compreensíveis com a dor alheia de alguém que nos pede ajuda para
chegar a Deus se tivermos lidado com a nossa dor. Sejamos compreensíveis
com os fardos uns dos outros e irmãos na dor como na alegria e não temam
dizer “Pai eu creio em ti mas não estou bem nem a minha fé está forte”
porque aí estaremos a ser sinceros a olhar de frente para a nossa
tempestade. Deus estará convosco todo o tempo ouçam-no em todos os
aspectos e verão que o caminho será aberto bem à vossa frente para um
porto seguro.
tanto atingem a pessoa no seu singular como todas as pessoas que a esta
estão ligadas.
Por isso pensei compartilhar este mês esta pequena reflexão sobre o estado
de espírito que nos podemos encontrar. A verdade é que, como crentes
quando as tribulações ocorrem podemos sempre duvidar por momentos das
promessas de Deus, mas ao orarmos e o buscarmos encontramos um
sentimento de protecção do pai sobre nós e passamos a crer que mesmo
que o tempo não esteja favorável do nosso lado, Deus estará connosco em
toda a nossa tempestade para nos levar a um ponto seguro. Contudo, até
mesmo nós vacilamos quando a tempestade nos é apresentada em maior
escala e dura mais tempo do que inicialmente esperávamos ou por vezes
aparece mais vezes do que desejaríamos. Se como crentes e filhos maduros
vacilamos e dizemos “Porquê Pai? Qual o sentido de tanto sofrimento?
Esqueceste te de mim?” quando a nossa guarda está em baixo e as nossas
forças estão a vacilar, já imaginaram como ficam os filhos bebés de Jesus e
todos aqueles que ainda não O encontraram?
A verdade é que, quando alguém que passou ou tem passado por situações
violentas e dolorosas na vida e fica sem fé ou forças para continuar e nos
diz: “Se nada acontece sem a permissão de Deus e se Deus me ama tanto
assim, porque é que ele não me salvou desta situação?” nós muitas vezes
ficamos sem saber o que dizer face a realidades tão duras. Sim podemos
dizer que Deus tem um plano, que nada acontece sem um propósito e que
devemos ter fé e acreditar nas promessas de Deus, mas para quem já viu o
Inferno na vida e passou horrores sem ver a salvação, o que normalmente
diríamos não cairá um pouco em saco vazio?
Tenho pensado um pouco sobre isso e depois reparei na forma como
vivemos um tanto ou quanto despegados dos horrores que ainda hoje se
passam na vida alheia e ate mesmo na nossa própria vida. Vivemos
anestesiados por vezes com medo do que poderíamos sentir se olhássemos
para o lado menos bonito da vida. Quando passamos na rua e vemos um
mendigo a pedir e um drogado a drogar-se tomamos normalmente duas
atitudes, ou mudamos de passeio e abanamos a cabeça em tom reprovador
ou pena, ou damos uma moedinha, fazemos uma oração rápida e seguimos
a nossa vida como se nada fosse. Mas como cristãos ouvimos que devemos
suportar os fardos uns dos outros, cuidar uns dos outros e quando a
oportunidade surge pedimos “Deus ajuda aquela pessoa” e será que Deus
não está neste momento a dizer “Entao?? Tu não podes mesmo fazer nada
por aquela pessoa?” A verdade é que se calhar podemos mas estamos tão
viciados em viver no nosso mundo sem que nada nos atrapalhe que nem
queremos pensar muito nisso.
Uma vez ouvi esta frase “Don’t ask what the country can do for you, ask
what you can do for your country”, traduzindo é “Nao perguntes o que o teu
país pode fazer por ti, pergunta antes o que tu podes fazer pelo teu país”
então pensei se não será isso mesmo que Deus tem pedido de nós. Claro
que podemos pedir ajuda a Deus, mas estou certa quando digo que há
muitas coisas que podemos fazer que não fazemos e optamos pelo caminho
mais fácil que é o de pedir a Deus que faça tudo por nós e pelos outros.
Ajuda, significa nós fazermos a nossa parte e Deus completar aquilo que
nós por nós mesmos não conseguimos completar não significa ver por
exemplo alguém cheio de fome na rua e nós com uma sandes na mão e
dizermos “Deus mata lhe a fome!”
Por outro lado vivemos, por vezes, uma vida de cristandade tão grande que
não mostramos quando estamos mal com medo que julguem que não
temos fé o suficiente que Deus poderá suprir a nossa necessidade.
Recentemente tenho lido um livro sobre uma história verídica duma mulher
que passou por abusos das mais variadas formas. Uma parte que deu para
pensar bastante foi quando ela foi para a televisão dar o seu testemunho e
nele ela falou tudo certinho, tudo com força, disse todas as coisas certas
que um crente deveria dizer. Disse que, tinha passado por muito mas que
Deus a salvou AMEN ALELUIA que hoje estava bem porque Deus a tinha
livrado de todo o mal. No final teve que repetir tudo de novo e sabem
porquê? Porque seria necessário o publico se identificar com ela e quando
passamos por traumas muito fortes e problemas ate mesmo médios apesar
de sabermos que Deus supre, nós precisamos de um tempo para nos
restaurarmos. Sabemos, no entanto, que Deus está connosco em todo esse
tempo nos aparando e acolhendo, mas não devemos temer de dizer que
estamos mal quando estamos mal, por que se estás em baixo e vais dizer a
toda a gente que está tudo bem a única pessoa que realmente te estás a
enganar é a ti mesmo. Deus suporta toda a nossa angústia mas ao passares
por esta Deus está do teu lado, sê honesto contigo mesmo, a vida nem
sempre é um mar de rosas e se for, mesmo assim, temos os espinhos para
lidar. Aliás, mais apoio darás tu no futuro a alguém que necessita da ajuda
de Deus se tiveres lidado com a tua própria dor de forma honesta e não
pareceres sempre no alto dos pícaros quando falas com alguém que está
em baixo, do que, pareceres sempre óptimo e maravilhoso ao pé alguém
que se sente tudo menos bem.
O que pretendo neste devocional é mesmo procurar que façam uma
reflexão e sejam honestos convosco. A verdade é que só poderemos ser
compreensíveis com a dor alheia de alguém que nos pede ajuda para
chegar a Deus se tivermos lidado com a nossa dor. Sejamos compreensíveis
com os fardos uns dos outros e irmãos na dor como na alegria e não temam
dizer “Pai eu creio em ti mas não estou bem nem a minha fé está forte”
porque aí estaremos a ser sinceros a olhar de frente para a nossa
tempestade. Deus estará convosco todo o tempo ouçam-no em todos os
aspectos e verão que o caminho será aberto bem à vossa frente para um
porto seguro.
Susana Neves






